Punk do suburbio a r3alidade é marginal. A margem da cultura e da sociedade. Quem consegue? Viver só do que se planta? Quem qu3r isso? Viver se sacrificando ...
É vero ... já não dá pra ser feliz nesse mundo caótico. A foice e a faca descançam suas lâminas. As engranagens do capitalismo nos esmagam. Se pararmos nas filas do SUS, veremos, exitem outras realidades. Não dá pra se colocar no lugar daquelas pessoas. Só vivendo teremos a noção do inferno que é a vida delas.
Podiam esperar que eu ia falar sobre algo engraçado. Um causo. Uma anedota. Não. Sou gáucho macho, cuiúdo dos pampas. Sofro, trabalho e luto, a ainda sou satirizado. Hahaha, céu o inferno, belo ou grotesco, o que será do ser humano ...
Pessoas estão sendo felizes, o mundo é desigual. Vários comem galinha. Pouco comem o coração. E alguns tem de comer os miúdos. Sim pode dizer que é tudo culpa nossa, que o sofrimento é mais do que merecido. Hahaha Nunca viram uma pessoa morrer de fome.
Chega de miséria. O que eu posso fazer para mudar o mundo em que vivo. Porque tenho nojo das pessoas? Dos pobres? Dos mal educados? Sous apenas mais um na opinião de algumas pessoas. Porque? Porque o ser humano é tão podre.
Pode dizer que é minha visão de mundo, que a tua é diferente. Que bom. Que chato seria se fôssemos pessoas iguais. Anti a lobotomia que nos auto sugerimos. Vamos crescer. Vamos para de ficar escrevendo em blogs, achando que assim vamos mudar o mundo. Que ridículo. Vamos ser homens, mulheres.
terça-feira, 9 de junho de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
domingo, 5 de abril de 2009
Porque viajar?
Realmente perdemos grande parte de nossa imaginação quando viajamos a lugares desconhecidos conhecendo novas culturas, novas realidades e novas perspectivas. Deixamos de imaginar e passamos a ter certeza, quando conferimos com nosso próprios olhos tudo aquilo que não terá mais graça nenhuma na TV, na Internet ou em livros. Nós vivemos aquilo.
É um absurdo. Nós não vamos poder fazer coisas que antes gostávamos. Pois: "Porque ler um livro sobre Ouro Preto se agora você sabe como é. Já foi. Sabe como são as pessoas, as ruas, as relações entre pessoas, enfim, a arquitetura do lugar. Qual a graça? Você sabe como são as pedras que formam o coliseu, ou como foram esculpidas as costelas das ninfas de Roma. Pois você conhece, que graça há nisso, conhecer as coisas. É desestimulante, desnecessário.
Até o cheiro você sentiu quando esteve lá. Então podes dizer: "Eu sei qual é o cheiro das esquinas das escuras vielas londrinas. É isso. Não viaje e se fizer. Aproveite ao máximo, tudo tem um preço.
É um absurdo. Nós não vamos poder fazer coisas que antes gostávamos. Pois: "Porque ler um livro sobre Ouro Preto se agora você sabe como é. Já foi. Sabe como são as pessoas, as ruas, as relações entre pessoas, enfim, a arquitetura do lugar. Qual a graça? Você sabe como são as pedras que formam o coliseu, ou como foram esculpidas as costelas das ninfas de Roma. Pois você conhece, que graça há nisso, conhecer as coisas. É desestimulante, desnecessário.
Até o cheiro você sentiu quando esteve lá. Então podes dizer: "Eu sei qual é o cheiro das esquinas das escuras vielas londrinas. É isso. Não viaje e se fizer. Aproveite ao máximo, tudo tem um preço.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
A hereditariedade das tartaruguinhas
É incrível, mesmo sem a sua mãe que lhe indique o caminho, a tartaruguinha nasce sozinha e vai direto para a água. Como ela faz isso nunca lhe terem ensinado o caminho, ela mal quebrou a casca do ovo, abriu os olhos e o instinto já lhe guia até o caminho das ondas. Milhões e milhões de anos de evolução até chegar ao ponto de ao nascer a tartaruguinha já trazer no seu DNA, o caminho de sua salvação.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Refletir, se permita
Um outro olhar sobre o caso Battisti
Preso no Brasil desde 18 de março de 2007, o escritor e ativista italiano Cesare Battisti passa por um momento decisisvo na luta por sua permanência no Brasil. Nas próximas semanas o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará o pedido de extradição feito pela Itália ao Brasil. Battisti recebeu em janeiro deste ano o status de Refugiado político, concedido pelo Ministério da Justiça. Ainda assim o STF manteve o processo de extradição e tem sinalizado até com a possibilidade de alterar o entendimento da Constituição para que possa executar a extradição.
Há pouco mais de dois anos, Cesare foi preso numa operação da Polícia Federal em articulação com as polícias da França e da Itália. Sua extradição é requisitada pelo Estado italiano, que há cerca de 20 anos atrás o condenou à revelia por quatro homicídios. Battisti, em recente carta pública encaminhada ao STF, reafirma não ter participação em nenhum dos crimes de morte que lhe foram imputados e explica que o processo que o condenou foi viciado: os depoimentos contra ele foram conseguidos por meio de tortura e delação premiada; não houve a presença do acusado para apresentar sua defesa; houve apresentação de documentos falsos no decorrer do processo; a condenação se deu com base em leis retroativas (aprovadas posteriormente aos acontecimentos). Some-se a isso a campanha de "caça às bruxas" realizada atualmente pelo Governo Italiano (Berlusconi) aos/às militantes da extrema-esquerda do período.
Estas e outras evidências fortalecem a versão de que tanto sua condenação há 20 anos como os atuais esforços desmedidos pra extraditar Battisti são políticos e objetivam fazer de Cesare um bode expiatório. Ao longo dos anos de perseguição que Cesare vem sofrendo tanto em território francês quanto no Brasil, foram levantados inúmeros apoios e constituídos comitês de solidariedade para sua libertação. As disputas em torno do "Caso Battisti" tomaram tal proporção que não envolvem mais somente os referidos acusados, mas também as concepções de anistia, refúgio e liberdade política no Brasil.
Em torno da iminente decisão e dos dois anos da prisão de Cesare, os comitês em solidariedade a Cesare Battisti estão organizando debates de lançamento do seu livro publicado no Brasil, chamado "Minha fuga sem fim". O lançamento ocorrerá nos seguites locais:
- Brasília: Quarta-feira, 25/03, às 20 horas, no Armazém do Ferreira (202 norte)
- Fortaleza: Quinta-feira, 26/03, 18 horas, no Auditório Murilo Aguiar (Assembléia Legislativa do Estado do Ceará)
- Rio de Janeiro: Sexta-feira, 27/03, às 18 horas, na Livraria Travessa do Shopping Leblon
Leia: Carta de Cesare Battisti ao STF Cesare Battisti, Adeus Sr. Socialismo e New Thing Mirar Battisti, acertar a multidão Battisti completa 2 anos de prisão no Brasil. Kafka explica Viúvas da ditadura querem extradição de Battisti Debate sobre Cesare Battisti e ato público contra "ditabranda" Uma geração politicamente perseguida
Editoriais Relacionados: Cesare Battisti conquista condição de refugiado político Conare rejeita refúgio à Cesare Battisti e decisão vai ao Ministro da Justiça Cesare Battisti preste a ser julgado pelo CONARE Cesare Battisti entra com carta de refúgio Um ano da prisão política de Cesare Battisti Caso Battisti- Brasil colabora com a repressão política internacional Primeira Audiência de Cesare Battisti no STF
Email:: contato@midiaindependente.org URL:: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/03/www.midiaindependente.org
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Preso no Brasil desde 18 de março de 2007, o escritor e ativista italiano Cesare Battisti passa por um momento decisisvo na luta por sua permanência no Brasil. Nas próximas semanas o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará o pedido de extradição feito pela Itália ao Brasil. Battisti recebeu em janeiro deste ano o status de Refugiado político, concedido pelo Ministério da Justiça. Ainda assim o STF manteve o processo de extradição e tem sinalizado até com a possibilidade de alterar o entendimento da Constituição para que possa executar a extradição.
Há pouco mais de dois anos, Cesare foi preso numa operação da Polícia Federal em articulação com as polícias da França e da Itália. Sua extradição é requisitada pelo Estado italiano, que há cerca de 20 anos atrás o condenou à revelia por quatro homicídios. Battisti, em recente carta pública encaminhada ao STF, reafirma não ter participação em nenhum dos crimes de morte que lhe foram imputados e explica que o processo que o condenou foi viciado: os depoimentos contra ele foram conseguidos por meio de tortura e delação premiada; não houve a presença do acusado para apresentar sua defesa; houve apresentação de documentos falsos no decorrer do processo; a condenação se deu com base em leis retroativas (aprovadas posteriormente aos acontecimentos). Some-se a isso a campanha de "caça às bruxas" realizada atualmente pelo Governo Italiano (Berlusconi) aos/às militantes da extrema-esquerda do período.
Estas e outras evidências fortalecem a versão de que tanto sua condenação há 20 anos como os atuais esforços desmedidos pra extraditar Battisti são políticos e objetivam fazer de Cesare um bode expiatório. Ao longo dos anos de perseguição que Cesare vem sofrendo tanto em território francês quanto no Brasil, foram levantados inúmeros apoios e constituídos comitês de solidariedade para sua libertação. As disputas em torno do "Caso Battisti" tomaram tal proporção que não envolvem mais somente os referidos acusados, mas também as concepções de anistia, refúgio e liberdade política no Brasil.
Em torno da iminente decisão e dos dois anos da prisão de Cesare, os comitês em solidariedade a Cesare Battisti estão organizando debates de lançamento do seu livro publicado no Brasil, chamado "Minha fuga sem fim". O lançamento ocorrerá nos seguites locais:
- Brasília: Quarta-feira, 25/03, às 20 horas, no Armazém do Ferreira (202 norte)
- Fortaleza: Quinta-feira, 26/03, 18 horas, no Auditório Murilo Aguiar (Assembléia Legislativa do Estado do Ceará)
- Rio de Janeiro: Sexta-feira, 27/03, às 18 horas, na Livraria Travessa do Shopping Leblon
Leia: Carta de Cesare Battisti ao STF Cesare Battisti, Adeus Sr. Socialismo e New Thing Mirar Battisti, acertar a multidão Battisti completa 2 anos de prisão no Brasil. Kafka explica Viúvas da ditadura querem extradição de Battisti Debate sobre Cesare Battisti e ato público contra "ditabranda" Uma geração politicamente perseguida
Editoriais Relacionados: Cesare Battisti conquista condição de refugiado político Conare rejeita refúgio à Cesare Battisti e decisão vai ao Ministro da Justiça Cesare Battisti preste a ser julgado pelo CONARE Cesare Battisti entra com carta de refúgio Um ano da prisão política de Cesare Battisti Caso Battisti- Brasil colabora com a repressão política internacional Primeira Audiência de Cesare Battisti no STF
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"A atmosfera estava tão úmida que os peixes poderiam entrar pelas portas e sair pelas janelas, navegando no ar dos aposentos" Gabriel García Márques
"Meu pai dizia ainda há pouco que gastei milhares de rublos para seduzir donzelas. Imaginação de porco! É uma mentira, porque minhas conquistas não me custavam nada, a bem dizer. Para mim o dinheiro não passa do acessório, a encenação. Hoje, sou o amante de uma dama, amanhã de uma mulher das ruas" Dostoiéviski
Fiódor Dostoieviski OS IRMÃOS KARAMÁZOV
"Meu pai dizia ainda há pouco que gastei milhares de rublos para seduzir donzelas. Imaginação de porco! É uma mentira, porque minhas conquistas não me custavam nada, a bem dizer. Para mim o dinheiro não passa do acessório, a encenação. Hoje, sou o amante de uma dama, amanhã de uma mulher das ruas" Dostoiéviski
Fiódor Dostoieviski OS IRMÃOS KARAMÁZOV
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CEM ANOS DE SOLIDÃO Gabriel García Marques
De um lado um dos maiores escritores russos de todos os tempos, Fiódor Dostoiévisky, nascido em moscou, em 1821, autor, entre outras obras primas, de, Os Irmãos Karamazóv, um best seller da literatura mundial. Um livro de capa vermelha, muito instigante, que pairava na biblioteca de casa. Um clássico que o Tio André deu para minha mãe e que eu li por indicação do meu amigo Conrado. Lógico: "Livro bom se espalha no boca a boca".
De um lado um dos maiores escritores russos de todos os tempos, Fiódor Dostoiévisky, nascido em moscou, em 1821, autor, entre outras obras primas, de, Os Irmãos Karamazóv, um best seller da literatura mundial. Um livro de capa vermelha, muito instigante, que pairava na biblioteca de casa. Um clássico que o Tio André deu para minha mãe e que eu li por indicação do meu amigo Conrado. Lógico: "Livro bom se espalha no boca a boca".
Bom, eu entrei na neura de ler os clássicos depois de conversar com uma professora de Morro Reuter, capital do livro, que tinha lido todos os livros da literatura de língua portuguesa que eu conhecesse. De inveja de ela ter lido Iracema, Dom Casmurro, Lucíola, Eça de Queirós, Saramago, Paulo Coelho, e todos os outros, eu comecei a ler livros, muito livros, vários livros e já não me satisfazia com A árvore que dava dinheiro, da série Vagalume e quis ler Dostoiévsky, Shakespeare, Joyce e Tolstoi. Sim, eu sabia que essa modinha de ler esses clássicos de sebo ia passar, mas pensei, vou ler eles, e depois vo ler todos os outros livros do mundo.
Continuei nessa empreitada lúdica. degustei um Hemmingay aqui, um Homero ali, conheci o tal de Zaratustra acolá, até que esbarrei num livro de capa branca, com um desenho "nada a ver" na capa, que não aparentava trazer nenhuma emoção, emfim, um livreco de páginas amareladas, que nos intoxica quando iramos as páginas, e escrito por um autor com o nome tão ... simples, Gabriel García Marques, então pensei, que diacho, nunca ouvi falar nesse qüera.
Faz alguns dias, que comecei, e poucos dias depois terminei. Nunca mais vou ler um livro com os mesmos olhos. É um livro perfeito. Até estou com medo, achoque nunca mais vou ler um livro desta intensidade. Se os irmaos Karamazóv foram o início, digo e afirmo, Cem anos de solidão é o fim de tudo, é o caos, o absurdo da criação literária. É de rir a cada folha, é de ficar rindo sozinho, abobado.
Não é como um livro como os Irmão Karamázov, onde tem que se ler várias páginas para chegar numa página que faz tudo valer a pena, e que faz o russo ser um gênio, dizendo que a tristeza nada mais é do que a única distração de um coração amargurado", é lindo.
Agora Gabriel, o Colombiano, em Cem anos de solidão é hilário do início ao fim. Cada página é ma nova aventura.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Vivendo Underground
Meninos e meninas que gostam de frequentar cemitérios a noite para beber e amar. Uma garota sentada numa marquise, a tarde, vestida com roupas de skatista, fazendo um grafite proibido. Um artista que faz ótimos trabalhos com navalhas formando imagens mas que não é reconhecido. Um garoto que prostrado no chão de seu barraco faz desenhos punks para publicar em fanzine. O que estas coisas tem em comum?
O que tem em comum é que todas fazem parte da Cultura Underground. A cultura Underground ou simplesmente Underground é um termo relacionado a diversas manifestações tais como o grafite, os ritmos músicais alternativos, o rap, o hardcore, o heavy metal e ainda esportes como o skate, o basquete de rua e outros.
O termo e o próprio estilo Underground tem origem em países de Língua Inglesa, USA e Inglaterra, tendo como referencia cidades de vanguarda como Nova Iorque e Londres, porém logo se espalhando pelo mundo. Para a Língua Portuguesa, o termo foi traduzido como “subterraneo” o que não ajuda muito, mas literalmente o Underground pode ser entendido como “à baixo da cena”, “a parte da sociedade”, “fora das tendencias da moda”, e muitos outros modos de tentar explicar algo tão geral como um termo que se identifica com várias sub-culturas. Na própria Wickipédia vem uma descrição bem interessante que fala em “uma expressão usada para designar um ambiente cultural que foge dos padrões comerciais, dos modismos e que está fora da mídia. Muito conhecido como Movimento Underground ou Cena Underground”.
Tal é a abrangencia do “movimento underground” que pode-se entendê-lo de um modo pessoal, de acordo com suas próprias experiências. Veja o caso de Gab Prado, 20 anos que dá um depoimento vago mas interessante. “sei mínima coisa sobre o Underground... Vezes desconfio que seja um movimento alternativo... Vezes que seja um lugar de cultura alternativa...”. Um assunto amplo - para Billy, 26 anos e fã de bandas de grind/hard-core o Underground significa “Não se conformar com este mundo, mas transformar pela renovação do vosso entendimento, para experimentar qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias. E Deus escolheu as coisas fracas desse mundo para confundir as fortes”, interessante também, apesar de ser um entendimento bem diferente do primeiro.
E outro depoimento bastante válido foi o de Jó Ayres, de 21 anos, para ela “eh um movimento cultural que foge dos padrões comerciais, dos modismos e que está fora da mídia. É a manifestação a ordem estabelecida sendo o underground uma forma evoluida da contra cultura... Jovens inovando estilos, voltando-se mais para o anti-social aos olhos das famílias mais conservadoras, com um espírito mais libertário, cultura alternativa focada principalmente nas transformações da consciência, dos valores e do comportamento, na busca de outros espaços e novos canais de expressão para as pessoas e pequenas realidades do quotidiano. Bom então o underground eh uma forma libertária vivida, ouvida e lida...É isso”, destaca Jó mostrando que cultura underground continua viva, em alguns lugares decadente, em outros se renovando, mas sempre com espaço na vida dos jovens.
O que tem em comum é que todas fazem parte da Cultura Underground. A cultura Underground ou simplesmente Underground é um termo relacionado a diversas manifestações tais como o grafite, os ritmos músicais alternativos, o rap, o hardcore, o heavy metal e ainda esportes como o skate, o basquete de rua e outros.
O termo e o próprio estilo Underground tem origem em países de Língua Inglesa, USA e Inglaterra, tendo como referencia cidades de vanguarda como Nova Iorque e Londres, porém logo se espalhando pelo mundo. Para a Língua Portuguesa, o termo foi traduzido como “subterraneo” o que não ajuda muito, mas literalmente o Underground pode ser entendido como “à baixo da cena”, “a parte da sociedade”, “fora das tendencias da moda”, e muitos outros modos de tentar explicar algo tão geral como um termo que se identifica com várias sub-culturas. Na própria Wickipédia vem uma descrição bem interessante que fala em “uma expressão usada para designar um ambiente cultural que foge dos padrões comerciais, dos modismos e que está fora da mídia. Muito conhecido como Movimento Underground ou Cena Underground”.
Tal é a abrangencia do “movimento underground” que pode-se entendê-lo de um modo pessoal, de acordo com suas próprias experiências. Veja o caso de Gab Prado, 20 anos que dá um depoimento vago mas interessante. “sei mínima coisa sobre o Underground... Vezes desconfio que seja um movimento alternativo... Vezes que seja um lugar de cultura alternativa...”. Um assunto amplo - para Billy, 26 anos e fã de bandas de grind/hard-core o Underground significa “Não se conformar com este mundo, mas transformar pela renovação do vosso entendimento, para experimentar qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias. E Deus escolheu as coisas fracas desse mundo para confundir as fortes”, interessante também, apesar de ser um entendimento bem diferente do primeiro.
E outro depoimento bastante válido foi o de Jó Ayres, de 21 anos, para ela “eh um movimento cultural que foge dos padrões comerciais, dos modismos e que está fora da mídia. É a manifestação a ordem estabelecida sendo o underground uma forma evoluida da contra cultura... Jovens inovando estilos, voltando-se mais para o anti-social aos olhos das famílias mais conservadoras, com um espírito mais libertário, cultura alternativa focada principalmente nas transformações da consciência, dos valores e do comportamento, na busca de outros espaços e novos canais de expressão para as pessoas e pequenas realidades do quotidiano. Bom então o underground eh uma forma libertária vivida, ouvida e lida...É isso”, destaca Jó mostrando que cultura underground continua viva, em alguns lugares decadente, em outros se renovando, mas sempre com espaço na vida dos jovens.
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